O DESAFIO DE FOOD SAFETY VAI ALÉM DA IMPLANTAÇÃO

Autor Nathalie Leite 15 de Fevereiro de 2018

De acordo com o estudo anual para o ano de 2016 da ABIA (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), a indústria da alimentação detém o primeiro lugar no ranking de maior faturamento na categoria de indústria de transformação e o maior setor empregador.

Não bastando estas posições dentro do mercado nacional, ainda somos primeiro lugar na produção e exportação mundial de suco de laranja, exportação mundial de carne e produção e exportação mundial de açúcar. Enfim, bastam estes títulos para nós, profissionais da área, sentirmos o peso da “responsa” de estar à frente da gestão da segurança de alimentos nas empresas.

Para tudo!!! Já ia esquecendo de acrescentar ainda algumas tendências globais para os próximos 5 anos apontadas pela Euromonitor, como por exemplo:

  • Classes médias emergentes;
  • Um mundo em processo de envelhecimento;
  • Transição Urbana;
  • Pessoas em movimento;
  • Mundo mais conectado;
  • China Global.

(Quer um panorama de 160 tendências globais de alimentos para 2018? Veja este post na Sra Inovadeira.)

Vamos levar estas tendências para dentro da empresa? Isto não muda o rumo que estamos tomando?

Sim, e muito!

E como toda boa e velha mudança, a mesma traz inúmeros desafios e cá estamos nós, nos desafiando mais uma vez no mundo do Food Safety, com o papel de guardiões dos nossos rankings como indústria alimentícia e sobreviventes de todas estas mudanças previstas.

O desafio do Food Safety requer muito mais do que implantações.

O que quero dizer com isto? Quero dizer que com todas as mudanças surgem novas exigências, novos requisitos, e que não basta apenas implantar de forma mandatória, é necessário um verdadeiro gerenciamento de Food Safety.

Nos deparamos com inúmeros termos, conceitos, legislações, normas certificáveis, protocolos de clientes e queremos sim nos manter no mercado, ou seja, esta é a nossa tendência, nos adequarmos e nos mantermos competitivos.

Uma das maiores dificuldades dos profissionais da segurança de alimentos é que chega uma hora que nos vemos em meio a uma papelada sem fim, engessados, amarrados, e não menos que exaustos.
 
food safety, gerenciamento
 
Essa é hora de parar, pensar e responder:
 
Onde queremos chegar?
 
 

Em uma pilha de documentos e registros, contradizendo inclusive tendências ambientais de consumo consciente, ou em sermos gestores da segurança de alimentos, fazendo uso de toda esta informação gerada?

 
 
Bom, prefiro pensar que estamos todos na linha dos gestores, certo? Então vamos lá!

Precisamos inicialmente ter conhecimento do terreno em que pisamos para que possamos fazer um bom planejamento. Otimizar tempo, reduzir monitoramentos e registros repetitivos, ou até mesmo aqueles em que não conseguimos extrair dados úteis à melhoria ou ao cumprimento de requisito legal são frutos de um bom planejamento.

Em seguida temos que realizar implantações funcionais. Aqui entra “aquela certa empatia”. Coloque-se no lugar dos colaboradores realizando os procedimentos. Eles são realmente funcionais da forma que estão propostos? Não vamos fechar os olhos, será pior, pois logo ali na frente iremos apagar o incêndio. Sem falar dos altos investimentos, prazos, infraestrutura, barreiras culturais, é aí que entra também um bom “jogo de cintura”.

Muitas vezes não ousamos, com uma certa dose de insegurança e até mesmo de prepotência. Como os responsáveis por garantir a qualidade, não nos permitimos analisar mais, avaliar riscos e sugerir mudanças.

Se tudo estiver “rodando” basta um dia de produção para começar a se formar a pilha de registros e informações acumuladas. É nessa hora que o gestor precisa ter criatividade e aliá-la ao seu senso crítico, para que possa extrair indicadores úteis à avaliação do sistema e em formato adequado.

E por fim, porém não menos importante, não existe o dono da verdade. Conte com uma equipe que domine diferentes áreas e tenha diferentes atividades para que possam ser extraídas as melhores saídas tanto para manutenção de um sistema padronizado como para a melhoria contínua dos processos.

Assim poderemos nos manter competitivos, entregando ao mercado um bem de valor inestimável: a segurança do alimento.

Autor

AUTOR

Nathalie Leite

Engenheira de Alimentos, Pós graduada em Administração e Qualidade, Auditora Líder IRCA - FSSC22000, com mais 10 anos de experiência na área de controle e garantia da qualidade, com implantação e manutenção de programas e ferramentas de qualidade, programas de autocontrole (BFP, APPCC, POP, PSO etc.), legislações e auditorias do MAPA e de clientes, certificação de normas internacionais como ISO22000 e normas GFSI como BRC, bem como certificações de clientes Mc Donald´s e TESCO, rotulagem de produtos, tratamento de reclamações e devoluções, processos de rastreabilidade e bem estar animal. Conhecimento das normas internacionais ISO14001, OHSAS18001 e SA8000. Experiência em gerenciamento e liderança da equipe.

4 comentários sobre “O DESAFIO DE FOOD SAFETY VAI ALÉM DA IMPLANTAÇÃO

  1. Nathalie, parabéns!!! grande profissionalismo e pontualidade!

    1. Grata! Saber que podemos compartilhar conhecimento alimentam a vontade de dar nosso melhor sempre!

  2. Parabéns.
    Um excelente trabalho, estou aprendendo muito com você.

    1. Muito Obrigada!!! Te espero hoje as 19:00 no nosso Webinar!

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