5 DICAS PARA TRAZER DIVERSÃO AOS SEUS TREINAMENTOS

Autor Dafné Didier 3 de setembro de 2018

Quem já fez curso conosco sabe que levamos bem a sério o nosso lema: Comida se experimenta. Conhecimento também.

Nossa filosofia é sempre tentar levar cursos dinâmicos, práticos e divertidos.

DIVERSÃO! Esse é um dos nossos alicerces que irei dividir com vocêsm guardiões e visionários de alimentos.

Como fazer com que um tema mega “engessado” torne-se divertido?

A palavra diversão em nosso dicionário significa “algo que serve para divertir”. Mas se formos pesquisar na origem da palavra, que vem do latim divertĕre, significa “afastar-se, apartar-se, ser diferente, divergir”.

Quero chamar a atenção para o significado “SER DIFERENTE”!

Quem me conhece, sabe que atuo principalmente nos cursos de Food Safety e Assuntos Regulatórios. E sempre que eu começo preparar ou revisar os slides, tenho como meta fazer algo DIFERENTE para que possa ser DIVERTIDO!

Vou compartilhar com vocês meus truques de como deixar os treinamentos mais leves e DIVERTIDOS:
 

1. O TEMA NÃO IMPORTA

Curso de Rotulagem Geral de Alimentos – Lajeado/RS

Isso mesmo! Preparar um treinamento divertido ou monótono não está ligado com o tema. Pois se assim fosse, falar sobre legislação sanitária seria um pé no saco.

Seja qual for o foco do estudo, é seu dever traduzir de uma forma simples e leve. Para isso, é importante manter uma coerência na sequência do conteúdo.

Tudo na vida tem começo, meio e fim. Não seria diferente com os slides! Tenha cuidado em fazer uma transição entre os assuntos de forma que os participantes consigam entender tudo que foi falado até aquele ponto.

Sempre é válido perguntar se alguém possui alguma dúvida e, antes se seguir no subtema, fazer uma breve recapitulação do que acabou de falar.

Afinal, independentemente do tema, é sua responsabilidade fazer com que o conteúdo seja fixado pelas pessoas. Caso contrário, será comum comentários do tipo: Não aprendi nada!
 

2. RECURSOS ÁUDIOVISUAIS

Curso de Food Law: Entender e Aplicar – Fortaleza/CE

Não tenha pena de usar e abusar de tudo que estiver a sua disposição. O nosso cérebro recebe informação pelos diferentes sentidos.

Sim, “ouvir” o conteúdo é um sentido que ajudará o cérebro a aprender, porém explore os demais sentidos dos participantes, como “fala” e “tato”.

Incentive os alunos a questionarem e instigue a responderem: nenhuma pergunta é boba demais que não mereça ser escutada, e todas as respostas são válidas. É seu papel direcionar para conclusões mais corretas sobre o tema.

Além disso, traga algo em que os participantes possam “pegar”, “fazer com as mãos”. Use post it de várias cores, canetinhas, lápis de cor, pinceis, massa de modelar, colas, glitter, tintas, palitos…, etc. Faça os alunos colocarem a mão na massa e deixe que voltem a ser crianças.

Mescle sua apresentação entre slides, vídeos, e jogos dinâmicos como o Kahoot.it, que é perfeito para elaborar um Quiz de perguntas e respostas.

Tenha dinâmicas de apresentação que todos fiquem de pé, que possam andar, cantar, falar. Movimentar o corpo ajuda a reduzir o cansaço e exercita o TBC (tirar a bunda da cadeira). Ninguém merece ter que ficar 4, 8, 12, mesmo 16 horas apenas sentado.

A percepção do conhecimento apresentado com vários recursos ajuda a minimizar o estresse mental, então não deixei ninguém dormir! Crie movimentação com os participantes e entre eles.
 

3. DÊ TEMPO PARA O “ARMAZENAR”

Curso de Auditor Interno FSSC – Fortaleza/CE

Nós possuímos 3 tipos de memórias:

a) memória ultrarrápida, onde as informações recebidas são filtradas em necessárias e não necessárias, permanecendo por apenas alguns segundos;

b) memória de curto prazo (ou de trabalho), onde ficarão armazenadas as memórias operacionais (selecionadas na memória ultrarrápida como necessárias), que serão utilizadas nas resoluções de problemas, raciocínio e elaboração de comportamentos; e

c) memória de longa duração (ou permanente), que é responsável por armazenar todo o conhecimento adquirido. Aqui estarão todas as informações que serão acessadas nos dias, meses e anos seguintes de cada pessoa.

Para que o conteúdo do treinamento possa ir para a memória permanente, é importante que os participantes tenham momentos de pausa. Faça pequenos intervalos durante o conteúdo, como o coffee-break, para que a mente organize as informações que fazem sentido para o armazenamento.

Em cursos de longa duração, faça um happy hour e incentive a todos a participarem com livre adesão, e nada de falar sobre o conteúdo do dia, o momento é para relaxar! Procure locais descontraídos, com música boa e ambiente inovador, aposte em opções que ofereçam novas experiências. E, por favor, nada de restaurante tradicional e jantar, chute o pau da barraca e procure um pub maravilhoooooso!

Esses momentos devem ser agradáveis e descontraídos, sugira que conversem e troquem cartões de visitas, assim a memória ultrarrápida receberá novas informações fazendo com que o que foi absorvido anteriormente passe pela memória de trabalho e seja enviada para a permanente. 😉
 

4. DÊ RISADA DE VOCÊ MESMO(A)

Curso Jornada da Criatividade – Campinas/SP

Não existe assunto tão sério que não caiba uma risada, nem que seja do cantinho da boca, hehehe.

Quando estiver preparando o material, acesse sua memória permanente para lembrar de situações vividas com relação ao tema e analise “do lado de fora” de você mesmo.

Pode ser que nem todas as experiências tenham terminado em sucesso. Mas olhe para esses momentos como se tivessem ocorrido com outra pessoa.

Extraia dessas memórias algo que possa se relacionar com os participantes e use isso para arrancar risadas.

O riso deixa tudo mais leve; o riso deixa tudo mais fácil; o riso deixa todos mais próximos… O riso evidencia que somos humanos.

Então seja você o motivo da risada. Isso ajuda as pessoas a perceberem que não existe problema que não possa ser resolvido!

Além disso, o riso muda a sequência da entrada de informação na mente, fazendo com que os participantes relaxem quanto a dificuldade que possam, aparentemente, terem com o tema.

Como diz uma frase de Caio Fernando Abreu (ou pelo menos eu acho que é dele, hehehe): “Livrai-me de tudo aquilo que me trava o riso”.
 

5. CRIE UM MOMENTO FINAL DE REFLEXÃO

Curso de Food Law: Enteder e Aplicar – Lajeado/RS

É muito importante que ao final do treinamento você consiga fazer os participantes refletirem sobre o assunto estudado.

Fazer um breve resumo, falando em tópicos o que foi discutido durante todo o treinamento ajuda as pessoas a fixarem o conteúdo.

Coloque emoção nas palavras finais e fale com motivação, faça perguntas e peça que os participantes apenas pensem sobre as respostas. Relacione o conteúdo com algo concreto e que de fato esteja ligado com a necessidade de cada pessoa.

Todos estão no treinamento por um único motivo: necessidade de aprender! Então ao final do treinamento faça com que pensem sobre o conteúdo e como eles irão aplicar no dia a dia durante as semanas seguintes.

Envolver os participantes em momentos de reflexão cria uma sensação de satisfação e traz uma memória positiva, permitindo que a mente associe aquele momento bom ao conteúdo, deixando mais fácil a liberação de informações que estão em busca.

Seguindo essas 5 dicas, espero que consiga criar treinamentos alegres, independentes do tema.

Nosso cérebro é dinâmico, e enquanto você está lendo esse post, está aprendendo e ao mesmo tempo executando o envio de todas as informações necessárias para a memória de trabalho.

Agora pare um pouco, reflita como esse conteúdo pode lhe ajudar a criar treinamentos mais leves, divertidos e deixe com que todo esse conteúdo seja enviado para sua memória permanente.

Tem alguma pergunta ou quer me contar algo? Escreva aqui nos comentários… 😊

Autor

AUTOR

Dafné Didier

Fundador da Tacta Food School e da Alimentus Consultoria. Guardião de Alimentos. Marido. Professor. Consultor. Palestrante. Apaixonado por legislações.

Minhas ideias aceitam novas ideias!

Um comentário sobre “5 DICAS PARA TRAZER DIVERSÃO AOS SEUS TREINAMENTOS

  1. Perguntas??Não. Porém passando para dar parabéns pois este post não está só no papel! Está na prática dos treinamentos da TACTA.

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